MICROMANÍACOS
sábado, 29 de dezembro de 2012
Willys Americar 1941
Sendo adaptação na época de guerra, suas formas viraram febre no movimento hot rod.
Em 1908 John Willys comprou a Overland. Quatro anos depois a renomeou para Willys-Overland Motor Company. A recessão de 20 atropelou a empresa que se arrastou até década de 40 revivendo através da generosa II Guerra e sua demanda infinita por Jeeps que ela fabricou ininterruptamente. Nesse furdúncio que apareceu o Americar.
Tenho sérias reservas quando as modificações extravagantes de gosto extremamente duvidoso que os mecânicos do Lata Velha fazem com o crivo do Luciano Huck (ou seria Hulk?) no seu programa. É muita purpurina, muito cromado, pouca praticidade, uma m…! Admito porém haver gente que realmente faz isso com competência e talento. Designers propriamente ditos, americanos, europeus e até brasileiros que merecem o meu respeito. E é aí que entra o nosso amigo bicolor da foto acima.
Produzido entre 37 e 42 com um desenho não incomum para a época, ele é uma evolução do antigo modelo 77. Foi um carro compacto e barato com motor de 4 cilindros 2.4 de 65 cv. A falta de confiabilidade e peças de reposição fez com que os donos começassem a alterá-lo. Tanta alteração fez com que o carro se transformasse num dos preferidos do pessoal aficcionado por customização. Lá nos EUA talvez exista só um modelo tão popular quanto o Americar na receita já consagrada dos hot rods (grandes motores, gigantes rodas cromadas e cores berrantes), o Ford 34.
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